ENTREVISTA @ WWW.CRI.WEB.PT
(2008/2009)

  


 

Terminada a 1ª fase do Campeonato Distrital da A.F.Setúbal de Juvenis e Infantis, época 2008/2009, pensamos ser oportuno colocar algumas questões ao treinador destes dois escalões Nuno Aiveca.




Nuno Aiveca

 

  1. Depois de uma primeira época de Juvenis (2007/2008) em que as coisas não correram muito bem (a nível de classificação) este ano, as espectativas não eram tão altas e ao fim da 1ª volta o CRI está muito bem classificado, como explica isto?

Resposta (N.A): Aprendemos com alguns erros e excessos cometidos no ano transacto. As expectativas são criadas mediante o valor e a evolução da equipa, este ano não fugiu á regra. A intenção é melhorar a marca do ano anterior e se possível alcançar a melhor pontuação e classificação possível. Este ano soubemos salvaguardar melhor os nossos sentimentos e objectivos, de maneira a não criar ilusões para fora da equipa.

  

  1. Registaram-se saídas importantes, nomeadamente a do Nuno Almeida para o Barreirense, GR e Capitão desde o ínicio deste projecto e o melhor marcador da época passada e ainda o Ricardo Batista para o Fabril (entre outros), isso pelos vistos não enfraqueceu o grupo, o que acha?

N.A.: Acho normal os melhores praticantes terem outros objectivos e aspirações e se possível mostrarem esse mesmo valor em outros clubes, tal como a sua ambição.

Contudo notei que com a sua saída, alguns elementos chave que ficaram souberam aproveitar e unir-se mais.

 

  1. O plantel é melhor este ano? Existem destaques individuais ou é o grupo?

N.A.: No geral os dois plantéis têm valores muito semelhantes, no entanto a equipa de juvenis da época passada, apesar de excelentes individualidades, não souberam tirar o melhor partido das mesmas, ao contrário da equipa deste ano que consegue tirar partido dos elementos mais tecnicistas e dos que jogam mais para o colectivo.

 

  1. A nível de condições de treino, como tem sido este ano?

N.A.: Este ano já possuímos melhores condições de trabalho, tudo porque já treinamos no nosso campo de 11 e com isso já não perdemos tempo em deslocações como acontecia no ano transacto. Apesar de faltarem alguns pormenores como a iluminação (só temos dois postes, faltam 4 ) e vedação, estes não constituem os problemas maiores. Acredito que com a conclusão do campo seremos mais fortes e determinados em alcançar outros objectivos.

 

  1. Como decorreu a 1ª volta? Quais as expectativas para o restante campeonato?

N.A.: Julgo que superamos os objectivos e expectativas que tínhamos criado no início da época. Temos sempre as nossas previsões e sabemos onde poderemos chegar, mas como sabemos ainda existem clubes com outras estruturas e condições de trabalho e isso por vezes conta, nos resultados finais, apesar de considerar que temos um excelente grupo de trabalho no qual nos pudemos orgulhar e acreditar que com a atitude demonstrada nesta 1ª volta, podemos chegar há desejada 2ª fase.
Acredito que com esta equipa pudemos vencer qualquer adversário.

 

  1. Atingindo ou não, os objectivos para este campeonato, começa a pensar nos Juniores?

N.A.: Já falei com o Sr. Elias (director desportivo) e nesta fase do campeonato o importante é focalizarmos nesta equipa e nesta época. Teremos tempo de organizar e sabemos das nossas responsabilidades em relação ao futuro. No entanto será preciso mais apoio e colaboradores para pudermos evoluir ainda mais.

 

  1. A juntar ao seu trabalho com a equipa de Juvenis, nesta época começou a trabalhar também com os Infantis, porquê?

N.A.: Principalmente devido à falta de colaboradores e de pessoas que entendam o trabalho em equipa. Temos dificuldades em arranjar soluções viáveis para o comando das nossas equipas, visto ser necessário, pessoas com capacidades, que sejam responsáveis, aliado ao facto de gostarem de futebol, crianças e também do clube.

 

  1. Depois de um excelente trabalho desenvolvido até aqui com a equipa mais velha (e a primeira do CRI - Geração Séc. XXI), não foi arriscado pegar nos Infantis nesta altura?

N.A.: Quem me conhece sabe que o mais importante no meu trabalho, são os miúdos e o gosto que tenho em lidar com eles.
Também não estou nem nunca estive agarrado a valores como bens materiais e estatutos, sou humilde e ambicioso para que todos (tanto infantis como juvenis) possam evoluir como pessoas e jogadores de futebol isso sim é o meu mandamento neste grande clube.
O importante é o C.R.I. e as suas necessidades, nunca poderia dizer não, a quem me deu a mão para iniciar este projecto na época 2003/2004.

 

  1. Como decorreu o campeonato de Infantis que terminou recentemente?

N.A.: Ao contrário do que muita gente pensava terminámos numa posição agradável, 6ºlugar em 9 equipas.
É uma equipa com pouca experiência e com poucas rotinas, sendo o nosso objectivo a formação para que no futuro possam alcançar outros resultados.

 

  1. Perspectivas para o complementar?

N.A.: O complementar deveria ser uma preparação para a equipa do próximo ano, mas devido aos poucos elementos nesta nossa equipa de infantis a perspectiva será a mesma do inicio da época ou seja melhorar jogo a jogo e demonstrar alguma aprendizagem.

 

  1. O C.R.I., neste momento está com 6 equipas (mais os prés-escolas) em competições oficiais, era isto que esperava e acreditava em 2003 quando foi um dos primeiros a dar o seu contributo para a renovação do clube?

N.A.: Talvez tenhamos crescido muito rápido e há 6 anos atrás talvez não acreditasse, mas com as pessoas que estão no clube e Direcção o rumo só poderia ser este.
O projecto é chegar aos juniores através de jogadores formados nos escalões inferiores e isso é uma realidade, no entanto vai sendo cada vez mais difícil manter as actuais estruturas devido ás dificuldades que todos enfrentamos diariamente.



 


www.cri.web.pt / Alhos Vedros: 20 Dezembro 2008

 

   

 

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